Segunda-feira, 30 de Março de 2009

 

 

 
Caros Amigos
Caras Amigas
Camaradas
 
As minhas primeiras palavras são para saudar os amigos e amigas, que integram o amplo colectivo que é a CDU, espaço plural de participação política a que me orgulho de pertencer, mas saúdo com igual apreço outros tantos amigos que, não a integrando ou simpatizando com outros partidos, confiam na CDU, o que muito nos honra, para assegurar o desenvolvimento humanizado que querem para o nosso concelho e que estão connosco no momento que iniciamos a caminhada rumo à mudança que o Cadaval precisa.
 
A mudança que o Cadaval precisa e é reconhecida por grande parte da população tem por base o sentimento de desolação pela estagnação a que o Concelho chegou devido a uma gestão corrente, ao sabor das decisões que apenas pretendem remediar os problemas com uma evidente falta de rumo.
 
Mudança que a população sente necessária após 8 anos de promessas por cumprir, sempre prometidas e novamente adiadas. Lembramos apenas a variante ao Cadaval, a requalificação do Parque de Lazer, rotunda no Casarão, Variante à Murteira, Pavilhão Multiusos e canalização de todas as condutas de saneamento básico para as condutas da Águas do Oeste.
 
Mudança que exigem os trabalhadores do Município cujos direitos são negados pelo Executivo Municipal, com uma verdadeira caça às bruxas e tentativas de silenciamento, como aconteceu recentemente no pagamento do abono de falhas. 
 
Mudança que exigem os comerciantes, com o comércio asfixiado e o Mercado Municipal a morrer abandonado, bem como os empresários pela falta de iniciativas criativas, inovadoras e propiciadoras de novos investimentos.
 
Mudança que exigem os jovens, que daqui saúdo pela enorme Manifestação nacional que hoje decorreu em Lisboa, neste que é o dia da juventude, mais do que esquecidos pela Município, em questões tão essenciais como as bolsas de estudo ou habitação a preços controlados.
 
Mudança que exige a população da Vila pela falta de cuidado e mesmo desleixo a que tem sido votada por este Executivo.
 
Mudança que exigem os agricultores, que na passada 5ª Feira se manifestaram em Lisboa, para quem este Executivo não tem tido um minuto de atenção, apesar da afirmação da ruralidade de excelência.
 
Mudança que exigem os autarcas de vários quadrantes políticos pelas sucessivas faltas de respeito pelos órgãos democraticamente eleitos, desde a exigência de vassalagem exigida aos Presidentes de Junta de Freguesia ao desrespeito pela Assembleia Municipal apesar dos sucessivos pedidos de desculpa do Sr. Presidente. Na Assembleia Municipal, confrontado com a falta de informação, com o incumprimento de prazos, com a denúncia de erros de gestão, logo se apressa a pedir desculpas aos membros da Assembleia. Não queremos desculpas, exigimos respeito e estamos em crer que a população também não o vai desculpar nas próximas eleições.
 
Mudança que exigem os democratas, porque é inadmissível 35 anos depois da Revolução de Abril, negar a voz à oposição na Revista Municipal ou quando se veta o nome de Bernardino Ralha para nome de rua, com base em argumentos esfarrapados, mas disfarçando que a espinha que tem entalada na garganta é de ter sido, até à morte, um comunista respeitado por todos. Neste aspecto, também denunciamos a cumplicidade dos Vereadores do PS, expeditos a defender e apoiar tão triste decisão do PSD.
 
Mudança que exigem as famílias mais carenciadas, sufocadas por políticas nacionais injustas do Governo PS e sobrecarregadas a nível municipal pelo IMI, mesmo perante a afirmação, pasme-se, do Sr. Presidente da Câmara de que a Crise não chegou ao Cadaval.
 
Diz o nosso povo que p´ra melhor está bem está bem p´ra pior já basta assim. Ao longo dos anos, PS e PSD tem dividido entre si o poder municipal em sucessivos mandatos, ora no poder ora na oposição. Assim, PS e PSD, apresentando candidatos que já tiveram as mais altas responsabilidades na Câmara, são pois parte do problema e não da solução. São mais do mesmo, que o Cadaval já provou e sentiu os espinhos da rosa e o amargo da laranja.
 
O PS e o PSD não devem, como até hoje, continuar sozinhos na Câmara do Cadaval, não quebrando as barreiras que obstaculizam o desenvolvimento do Concelho e desrespeitando muitos dos compromissos assumidos antes das eleições.
É para dar corpo à mudança necessária que a CDU se apresenta a estas eleições alicerçada numa valiosa intervenção dos seus eleitos, dos seus organismos numa acção quotidiana que não começa a alguns meses das eleições pois, durante este mandato, não andamos a fazer a travessia no deserto para agora aparecermos como os “ salvadores da pátria”.
 
Foram os eleitos da CDU na Assembleia Municipal que realizaram visitas às Freguesias e os que mais moções e requerimentos apresentaram.
 
Foram os eleitos da CDU que, sucessivamente, votaram contra a Prestação de Contas que devia fazer corar de vergonha o Executivo Municipal pois sempre realizou abaixo dos 50% do previsto no Orçamento de cada ano.
 
Foram os eleitos da CDU que pugnaram por melhorias no Protocolo de delegação de Competências para as Freguesias, que exigiram verdade no processo de fusão Resioeste/Valorsul, que exigiram uma redução das taxas do IMI, que denunciaram a incapacidade do Município em reivindicar o Pólo Tecnológico para o Concelho, entre muitos outros assuntos.
 
Foram os eleitos da CDU que fizeram aprovar um voto de protesto quando o Executivo foi além das suas competências num acordo de Geminação com Olivença.
 
Foi a CDU, sozinha, que sistematicamente denunciou as tentativas de encerrar as extensões de saúde do Concelho, alertando e mobilizando a população como fez em Outubro passado aquando do encerramento nocturno do Centro de Saúde do Cadaval e fim do Serviço de Atendimento Permanente. Apesar das promessas de supostas contrapartidas, é hoje reconhecido que estamos pior servidos, sem que a Câmara diga e faça algo para mudar isto. Aliás, se numa primeira fase o Executivo tomou a defesa da manutenção do SAP em mãos, rapidamente baixou os braços subordinando-se à errada política do Governo PS. Continuamos a exigir melhores cuidados de saúde para a população do Concelho.
 
Foi a organização local do PCP que manteve uma ligação aos deputados da CDU na Assembleia da República, que apresentaram propostas de verbas para a Variante ao Cadaval e ao Vilar, para o Centro de Saúde, para um Centro de Dia no Painho e que realizaram visitas ao Concelho sobre questões do Aterro e do Centro de Saúde. Mas também no Parlamento Europeu, a CDU tem obra feita pelo concelho com visitas à Cooperativa dos Fruticultores, tomando posição sobre o sector vinícola ou no funcionamento do Aterro, mas também a visita de cadavalenses agricultores e empresários ao Parlamento Europeu, a convite dos Deputados do PCP.
 
Por tudo isto, fica claro que partimos para esta campanha eleitoral com o sentimento de dever cumprido e que mais e melhor podemos fazer quanto mais força nos for dada pelos votos nas próximas eleições autárquicas.
 
Caros Amigos (as)
Camaradas
 
Sim é possível um Cadaval melhor é o lema que escolhemos para esta candidatura.
 
Sim é possível um Cadaval melhor com umagestão autárquica participada pela população, nomeadamente criando mecanismos facilitadores da participação dos munícipes e partilhando as decisões com os eleitores, numa gestão que valorize o papel fundamental dos trabalhadores das autarquias; onde os eleitos de todas as forças políticas possam assumir responsabilidades, com uma gestão desburocratizada, que preste contas aos munícipes e resolve os seus problemas em tempo útil.
 
Sim é possível um Cadaval melhor defendendo o carácter público do serviço de recolha de lixo e distribuição da água, combatendo o apetite voraz pela privatização destes serviços.
 
Sim é possível um Cadaval melhor e mais solidário, combatendo aos focos de pobreza, apostando em laços de solidariedade intergeracional num concelho onde o índice de Envelhecimento já é de 180, combatendo o flagelo do desemprego e tomando medidas vigorosas de minimização da actual crise nacional e internacional.
 
Sim é possível um Cadaval melhor onde todos os lugares e todas as pessoas sejam tratadas por igual, sem os actuais compadrios, favores e interesses de uns poucos a sobreporem-se aos da maioria, numa lógica de jobs para a rapaziada laranja privilegiando o cartão laranja como critério de selecção.
 
Sim é possível um Cadaval melhor incutindo um novo rumo e um novo impulso ao desenvolvimento social e económico do concelho, que passa pelo incentivo aos sectores económicos fundamentais como a agricultura, pequena e média indústria, comércio, pela implementação de estratégias de criação local de emprego, uma aposta clara nas energias renováveis de acordo com as potencialidades do território Concelhio mas sobretudo com a concretização da revisão do PDM, assunto a que este Executivo só atende quando “empurrado” pela Comissão de Acompanhamento da Assembleia Municipal.
 
Sim é possível um Cadaval melhor afirmando as potencialidades naturais numa óptica de turismo sustentável, afirmando tradições e valorizando a cultura popular em detrimento de festas, festinhas e festarolas tão ao gosto da actual maioria, com descaracterização de datas importantes como o 13 de Janeiro ou 25 de Abril.
 
Sim é possível um Cadaval melhorcom um Poder Municipal interventivo e reivindicativo junto do Poder Central, exigindo um novo Centro de Saúde, soluções rápidas para a falta de condições da Escola Secundária, ligações rodoviárias à A1 e A8 mas igualmente mobilizador de munícipes, dos eleitos das Juntas e Assembleias de Freguesia, Colectividades, Associações, Organizações Populares e entidades locais com um objectivo comum - que este seja um concelho mais desenvolvido onde dê gosto viver e trabalhar.
Sim, é possível um Cadaval melhor com as equipas, de homens mulheres e jovens das nossas terras, que estamos a constituir num movimento que envolve muitos descontentes da política local e nacional, com uma alargada participação de independentes nas listas às 10 Freguesias e para os órgãos municipais.
 
Caros (as) Amigos
 
O Cadaval não pode continuar a ser apenas mais um dos concelhos da Região Oeste, tem de assumir um protagonismo responsável, uma atitude inovadora que dê visibilidade e capacidade reivindicativa à nossa Terra.
 
O Cadaval, apesar de estar mergulhado num sono profundo, tem enormes potencialidades e tem nesta candidatura da CDU uma nova oportunidade, uma nova esperança e porque com a CDU a esperança é sempre a última coisa a morrer, vamos para mais este combate com a convicção de que é difícil mas com a confiança de que vale a pena lutar.
 
Ao assumir esta Candidatura, que muito me honra, faço-o porque acredito que com determinação, energia, criatividade é possível um Concelho melhor e que está nas nossas mãos alcançá-lo tendo por base um programa eleitoral reflectindo a realidade concelhia e dando corpo às necessidades mais sentidas pela população.
 
Diz o provérbio popular que há uma primeira vez para tudo. Que este seja para muitos, a primeira vez que apoiam e votam CDU, afirmando a CDU como força nacional e regional, que aqui na Região Oeste, detém a presidência das Câmaras de Sobral de Monte Agraço e Peniche.
 
Aqui afirmo claramente que vamos para o terreno disputar freguesia a freguesia, rua a rua, casa a casa, voto a voto afirmando a CDU como força alternativa à aberrante política deste Executivo, força alternativa à crise, força com uma política ao serviço dos trabalhadores e do povo e força a lutar pela Presidência da Câmara Municipal.
 
Neste momento, comprometo-me a assumir todas as responsabilidades que a população nos atribuir pelo voto, não abandonando quem em nós votar para abarcar qualquer outro projecto político. Daqui desafiamos a Arq. Maria João Botelho e Aristides Sécio a dizer se, em caso de derrota, assumem o lugar de vereadores da oposição. É tão nobre e necessária uma maioria actuante como uma oposição vigilante.
 
Conto com a vossa generosidade e entrega neste objectivo, criando um clima de confiança, incentivando, motivando, mobilizando, entusiasmando os que connosco estão ou podem vir a estar, certo de que, com a vossa ajuda, vamos afirmar que sim, é possível um Cadaval melhor.
 
Viva a CDU!
Viva a população do Concelho do Cadaval
 
 
Cadaval, 28 de Março de 2009


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Sábado, 28 de Março de 2009

 

Caros Amigos

Apresentando, daqui a pouco, no Salão dos Bombeiros, a minha candidatura pela CDU à Presidência da Câmara Municipal, acredito que Sim é possível um CADAVAL melhor!

Até já.

 



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Quinta-feira, 26 de Março de 2009

 

BERNARDINO SOARES, Presidente do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República e Membro da Comissão Política estará presente na sessão pública de apresentação do candidato da CDU à Câmara Municipal do Cadaval.

 

 

PRÓXIMO SÁBADO ÀS 21H30

Salão dos Bombeiros Voluntários Cadaval
 



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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

 

 
«A minha prima Zulmira é o que pode chamar uma mulher média. Lembro-me sempre dela em ano de eleições, pela previsibilidade do seu voto. É uma daquelas pessoas que consegue votar sempre no vencedor, seja ele qual for.

Lembro-me da sua desilusão com os governos de Mário Soares e da sua atitude determinada em votar no PSD de Cavaco. É preciso mudar, afirmava ela enquanto jurava a pés juntos que a partir daquelas eleições tudo seria diferente.

Passados alguns anos encontrei-a zangada com o estado do país, com o autoritarismo cavaquista, com o aumento das portagens na ponte 25 de Abril, com a possibilidade da terça-feira de Carnaval deixar de ser considerado dia de tolerância de ponto.

Daí a vê-la embalada pela música do Vangelis, a elogiar o diálogo tolerante de Guterres, foi um pulinho de bicho de perna curta. Agora é que ia ser a sério, tudo ia mudar e a felicidade estava mesmo ali à mão de semear. A minha prima até acreditou que a famosa frase "no jobs
for boys" tinha alguma coisa a ver com seriedade, isenção e transparência.

Ainda o segundo mandato de Guterres não tinha chegado a meio e já a Zulmira bradava que este PS que não era carne nem peixe e estava a levar o país para o abismo e afirmava que votaria em quem quer que fosse para por termo aquele regabofe.

Nomeado Durão Barroso primeiro-ministro, com o voto da Zulmira, e voltei a encontrá-la cheia de esperança. Imaginem que até achava que aquele ar sério da ministra das finanças compensava a náusea que lhe causava a presença de Paulo Portas no Ministério da Defesa.

Meio mandato passado e a Zulmira já não conseguia suportar o sentimento de culpa de ter dado o seu voto ao PSD e voltou a embarcar no navio da esperança.

Desta é que ia ser. O homem era novo, falava bem, tinha nome de filósofo e prometia empregos como quem promete bacalhau a pataco.

Encontrei-a no passado dia 13 de Março, no meio de duzentas mil pessoas, a exigir uma mudança de rumo.

Espantado, perguntei-lhe o que estava ali a fazer, ela que achava que a democracia se esgotava no voto e que essa coisa de andar na rua a fazer manifestações estava completamente ultrapassada.

Pegou-me num braço, aproximou a sua boca do meu ouvido e confidenciou-me: sabes… acho que percebi finalmente que durante os últimos 34 anos andei a votar sempre no mesmo partido, a pensar que votava de forma diferente. Cheguei à conclusão que todas as vitórias eleitorais que festejei, afinal eram vitórias alheias. Desta vez vou votar nos teus. Para grandes males, grandes remédios.

A minha prima Zulmira é uma das muitas Zulmiras que percebeu que alternância e alternativa são palavras com diferente significado. Que percebeu a incapacidade deste centro político para resolver os problemas que as suas políticas criam.

Não sei se, apesar do que me anunciou, será capaz de romper com o preconceito ancestral e votar nos comunistas e nos seus aliados, mas o facto de anunciar essa disponibilidade já é um passo enorme, que nos permite aquilatar do estado de alma dos portugueses.

A Zulmira percebeu no meu sorriso a dúvida que se estava a instalar sobre disponibilidade para levar aquela intenção até ao fim.

Olhou o mar de gente à sua volta, perscrutou o seu relógio de pulso e disse-me com o ar brejeiro que lhe lembro da juventude: meu caro, mais vale à tarde que nunca.»

Eduardo Luciano
in Registo, 23.03.2009
 


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Segunda-feira, 23 de Março de 2009

 

O Cadaval precisa de um Poder Municipal interventivo e reivindicativo junto do Poder Central, mas igualmente mobilizador de munícipes e entidades locais com um objectivo comum - que este seja um concelho mais desenvolvido, um concelho de cultura, solidário e de bem-estar onde dê gosto viver.
 


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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Caros(as) Amigos (as)

Os cidadãos do nosso concelho vão ser chamados a decidir sobre os destinos do Cadaval para os próximos 4 anos.
Ao longo de 8 anos de gestão PSD avolumaram-se problemas por resolver e promessas por cumprir, não se apoiou o desenvolvimento económico, desrespeitaram-se os trabalhadores do Município, degradou-se o ambiente e disparou o endividamento do Município.
O Cadaval continua hoje um concelho estagnado e sem um projecto de futuro. Não se percebem quais as linhas de força para o desenvolvimento da nossa terra.
Na CDU, estamos preparados para assumir de forma corajosa e determinada um projecto alternativo assente no respeito pela nossa História, pelas nossas raízes e tradições, pela nossa forma muito particular de estar e de agir, que conduza o Cadaval a um patamar de maior dinamismo e desenvolvimento.

Através deste meu espaço , gostava de vos convidar  a participar no Acto Público de apresentação do candidato da CDU à Presidência da Câmara Municipal do Cadaval.

 

Esta Sessão Pública decorrerá no próximo dia 28 de Março, sábado, pelas 21.30 Horas no Salão dos Bombeiros Voluntários o Cadaval.


Gostava de vos ver por lá.

Até lá.

Ricardo Miguel



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Sexta-feira, 13 de Março de 2009

 

Hoje, cruzei-me com um cadavalense ilustre que por razões de cortesia não revelarei o nome. Dizia-me ele que já sabia que eu ia ser o candidato da CDU à Câmara. Que era uma pena, porque não ganhava e estava a " queimar " a minha imagem. Devia guardar-me para o futuro....

E esta ideia, já li e ouvi noutros sítios, pelo que aqui, neste espaço que é o meu, me atrevo a dizer alguma coisa sobre isso.

Não está decidido, no quadro da CDU, esta questão. Iremos ter uma reunião neste Domingo onde iremos aprovar as propostas de cabeças de lista à Câmara e Assembleia Municipal.

É natural que o núcleo mais activo da CDU ( onde eu me incluo mas também a Elsa Pires, Humberto Germano, Jorge Manuel, João Vieira) esteja nos primeiros lugares das listas, mas também estamos a trabalhar para rejuvenescer e alargar a mais independentes e mais mulheres, num caminho já trilhado nas anteriores eleições.

Quanto à imagem... confesso que não me preocupa a questão, caso se venha a colocar a minha recandidatura como candidato à Presidência da CÂmara. Bato -me por uma ideia de um Concelho mais desenvolvido, mais solidário, onde todos os lugares e todas as pessoas sejam tratadas por igual, sem os actuais compadrios, favores e interesses de uns poucos a sobreporem-se aos da maioria.

Se lá estiver na linha da frente, mas com equipa e não sozinho, é porque acredito que, só com a entrada da CDU na Câmara isto pode mudar...Com PS com D ou sem D muda alguma coisa, mas não o essencial.

Porque ao longo de 4 anos, estive(mos) muitas vezes sozinhos na defesa de posições como a luta contra o encerramento do Centro de Saúde.

Nem eu nem ninguém que goste desta terra e a que chama sua, pode ficar parado a ver esta estagnação e desmotivação que esta maioria nos dá escondidos em pão e circo.

E por fim lhe disse...ao votarmos para a Câmara escolhemos também os vereadores.. e lembrei-lhe que se nas últimas eleições a CDU tivesse mais 400 votos, terei eleito um vereador que roubava ao PSD, ficando este partido sem maoria absoluta.

Serei candidato, decerto... no lugar que for decidido no Colectivo da CDU, com a minha opinião, mas como sempre, pelo projecto, pelo Concelho e não por motivações pessoais. Sem tacticismos ou calculismos.

Também aqui fazemos a diferença!

Por isso, a seu tempo também aqui darei conta das decisões tomadas.

Bom fim de semana

Ricardo

 

 



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Segunda-feira, 9 de Março de 2009

 

 

Questionado na Assembleia Municipal sobre as medidas que a Câmara estava a ponderar para ajudar os munícipes a vencer a crise, o Presidente da Câmara desconhece que a crise já tenha chegado ao Cadaval....

Então fale com agricultores, com comerciantes, com empresários ou com a população em geral e veja o que aconteceu ao emprego ou ao poder de compra...

É preciso andar mesmo distraído!!!!!



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Domingo, 8 de Março de 2009

 

CATARINA EUFÉMIA
Sophia de Mello Breyner Anderson

 

O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método obíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras a mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste
E a busca da justiça continua

 

 



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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

 

Para onde vais tu Cadaval? 
 
A Câmara Municipal submeteu à apreciação da Assembleia Municipal do Cadaval as Opções do Plano para o ano de 2007 e o respectivo Orçamento onde, apesar de o PSD estar em minoria, foi viabilizado pela abstenção de 4 Presidentes de Junta Socialista e o voto contra de todos os restantes membros do PS e CDU.
Sobre estas abstenções é de referir que, salvo melhor opinião, se justificam mais pelo “ medo de represálias” por parte da Câmara ou compromissos não coberto nos Documentos do que obras ou iniciativas que lá estejam previstas para as Freguesias em causa: Alguber, Lamas, Painho e Pêro Moniz. Aliás, já quando da definição das taxas de IMI, alguns Presidentes de Junta socialistas viabilizaram a taxa máxima proposta pela Câmara, contrariando a orientação da Bancada PS.
A bancada do PSD esteve praticamente em silêncio. Este silêncio, vindo de alguns dos deputados do PSD, tão habituados a tecer rasgados elogios à maioria camarária, pode ser sintoma de alguma incomodidade entre a maioria. Durante o debate, a única intervenção da Bancada PSD, que nem sequer foi do líder de bancada, pode indicar o mal-estar com esta gestão, a ver vamos…
Não esperava que no sexto ano de governação municipal, a maioria PSD invertesse o  percurso  de estagnação a que vem conduzindo o Concelho. Não esperava rasgo, criatividade, ou até  mesmo uma ou outra inovação positiva numa ou noutra área. Não tive aqui surpresas, como também não as esperava.
Não havendo nada a dizer sobre as Grandes Opções do Plano (excepto que não são grandes, não são opções e muito menos contêm qualquer plano), resta a consideração do Plano de Actividades para 2007 e respectivo Orçamento.
Este não é um documento Plurianual mas sim um Plano e Orçamento para o ano 2007 porque, mais uma vez, não se planeia a médio prazo e mesmo as prioridades definidas em 2006 já não são as prioridades em 2007.
Previa-se para 2006 vir a debater os projectos e as acções a incluir no próximo Quadro Comunitário contudo, mantêm-se a mesma intenção mas para 2007, ou seja, mantêm-se uma grande indefinição quanto às intenções deste executivo no que diz respeito ao QREN. Assim, avizinha-se, infelizmente para o Concelho, mais um ano de navegação à vista.
O documento não esclarece, porque não tem qualquer reflexão por domínio de actividade, qual a estratégia que a Câmara pretende seguir nem se esclarecem as opções tomadas.
A Rubrica «Protocolos de delegações de competência» para as Juntas de Freguesia mantém, erradamente, os mesmos valores desde 2005. Considerando também que não está aprovado nenhum Protocolo para o Ano 2007, pergunta-se quem irá assumir as despesas inerentes ao Protocolo enquanto este não for aprovado? Parece-nos que, se as Juntas quiserem manter, por exemplo, as ruas limpas terá de ser com as suas verbas próprias e deste modo fica claro de que serão as Juntas tem de financiar o Município.
O Orçamento, como habitualmente, está empolado artificial e irrealisticamente pois para 2007 cresce em relação ao ano anterior na ordem de um milhão de Euros, ou seja, numa altura em que os Municípios têm restrições orçamentais e, em muitos casos, apresentaram orçamentos inferiores a 2006 o Município do Cadaval quer nos fazer crer que a Câmara tem maior capacidade financeira em 2007. Duvidamos seriamente deste Orçamento, tanto mais que, segundo o Relatório de Gestão de 2005, as receitas se quedavam pelos 9 milhões de Euros em contraste com os agora empolados 17 milhões de Euros. Esta ilusão apenas serve para possibilitar dar uma aparência técnica de cobertura às promessas que a maioria sabe que não vai cumprir e assim agradar a “gregos e troianos” apenas para garantir a aprovação do Documento.
Das nossas propostas para 2006, quase tudo ficou por fazer: aumentar os valores do Protocolo de delegação de meios e competências, Protocolos adicionais, Habitação Social, Bolsas de Estudo para estudantes Universitários, Planos de Urbanização e Pormenor do Vilar, etc…
Durante a campanha eleitoral o PSD fez promessas e assumiu compromissos que agora não encontram tradução nas grandes Opções do Plano.
Muitas das obras inscritas, arrastam-se penosamente no tempo sendo que as opções para 2007 são, no essencial, opções não concretizadas para 2006, das quais destacamos: Plano de pormenor da Vila, construção do Centro de Saúde, Pavilhão Multiusos, recuperação do Murtório do Cercal, Conduta Pereiro/Vilar, Emissário Venda do Freixo, arranjo urbanístico do Casalinho, rotunda de Alguber, renovação da rede de água na vila, Plano de Urbanização do Vilar. Mais, tudo o que estava na rubrica Agricultura, caça e silvicultura para 2006 passa para 2007 na íntegra.
Discordo frontalmente de uma nova intervenção no Parque dos castanheiros com uma verba prevista de 109000 Euros para o ano 2008, do adiamento de obras fundamentais para o concelho como a nova Escola do 1º Ciclo do Vilar (ao contrário do definido na Carta Educativa), da ausência de novos projectos de saneamento, do aumento para 51836 Euros das despesas com a Rotunda da Europa, do aumento das verbas para Carnaval (+70%), Adiafas (+27%), Animarte (+3%), Semana do Frango (+160%), Natal (+27%) e Feriado Municipal (+72.5%) num total em 22 mil Euros em relação ao Orçamentado para 2006.
"Para onde vais, Cadaval?" Esta será sempre uma pergunta que os curiosos farão e a que os eleitos para dele cuidarem, acrescentarão respostas mais ou menos fundamentadas. Contudo, da análise das Opções do Plano e Orçamento para o ano 2007, apresentadas pela maioria PSD não se percebe o caminho, não se percebe nenhuma estratégia e não se perspectiva o desenvolvimento do Município.
Passados mais um ano, ao olhar o estado do concelho, a primeira impressão que me fica é a de uma profunda desilusão e frustração sobre o estado de estagnação a chegou, sobre a forma como a maioria política que gere a Câmara Municipal, têm governado o nosso concelho, sobretudo, o modo como tudo têm feito para não cumprirem o seu próprio programa eleitoral.
Muitas outras razões poderiam ser invocadas, mas estas são suficientemente importantes, para o Grupo de eleitos da CDU na Assembleia Municipal, de forma responsável, sem hipocrisias e com respeito pelos compromissos assumidos com a população do concelho ter votado contra as Opções do Plano e o Orçamento para 2007.
 
 
 
Ricardo Miguel
Porta-voz da CDU na Assembleia Municipal do Cadaval

 



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Terça-feira, 3 de Março de 2009

 

 
REQUERIMENTO Nº 9
 
 
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Municipal do Cadaval
 
 
No passado sábado, o Jornalista Pedro Antunes colocou on-line uma notícia no portal Oeste Online com o título “Fecho da fábrica da GM na Azambuja afecta Cadaval: 29 ficam sem emprego”.
 
Segundo o referido jornalista os presidentes da Câmara de Azambuja, Cartaxo, Santarém, Alenquer, Rio Maior e Vila Franca de Xira terão reunido para estudar alternativas à situação de crise que se perspectiva com o fecho da fábrica em Dezembro. Na reunião terão estado também representantes da Associação Empresarial da Região de Santarém e a Associação de Comércio, Indústria e Serviços do concelho da Azambuja.

Assim, ao abrigo da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro (art. 53º, ponto 1, alínea f), venho requerer que vossa Excelência diligencie, junto do executivo Camarário, no sentido de me informar se a Câmara Municipal do Cadaval teve conhecimento da referida reunião. Em caso afirmativo, gostava de saber se o Município participou e quais as principais conclusões da referida reunião.
 
Aproveito para alertar o Executivo Municipal para a importância da manutenção da OPEL/GM na Azambuja, apelando ao envolvimento do Município nesta questão, a exemplo do apelo realizado na Assembleia Municipal, para a qual se disponibiliza deste já a Bancada da CDU para as acções que entender por bem empreender.
 
O Eleito Municipal da CDU
 
 
Cadaval, 27 de Julho de 2006


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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

A exigência da preparação da Revista do Grupo Gente Gira afastou-me um pouco deste espaço. Nesta fase em que o Espectáculo está a correr, volto a dedicar algum tempo a este espaço. Espaço que eu gostava de debate mas, apesar de receber varias opiniões sobre o mesmo, poucos são os comentários. Estou em crer que o andamento do processo eleitoral aumentará o interesse, os comentários e as respostas.

No Cadaval, os Partidos possicionam-se ... já se conhecem os candidatos do PS e PSD... pela CDU já estamos a preparar as eleições e lá para Abril daremos boa nota das decisões tomadas no que diz respeito à equipa mas sobretudo às ideias, o mais importante para impor uma MUDANÇA QUE O CADAVAL PRECISA porque SIM, É POSSIVEL UM CONCELHO MELHOR!

Até lá..." vou andar a brincar ao Cadaval"....

 



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Proposta de deliberação
30 Anos de Poder Local Democrático
 
O Poder Local, expressão e conquista de Abril, é parte integrante do regime democrático e do seu sistema de poder. Uma conquista que viu consagrados na Constituição da República os seus princípios democráticos essenciais, quer quanto à sua relação com o Poder Central (descentralização administrativa, autonomia financeira e de gestão, reconhecimento de património e finanças próprias, poder regulamentar), quer quanto à sua democraticidade (colegialidade, responsabilidade da gestão perante uma assembleia eleita directamente e por sistema proporcional, larga participação popular e das suas organizações representativas).
 
A afirmação do Poder Local e as profundas transformações sociais operadas pela sua intervenção na melhoria das condições de vida da população e na superação de enormes carências são inseparáveis das características profundamente democráticas e da dinâmica popular que o Poder Local e o processo da sua institucionalização conheceram na sequência da Revolução de Abril.
 
O Poder Local, tal como a Constituição o estatui, é uma emanação e uma expressão directa da vontade popular, uma afirmação do carácter progressista e avançado do regime democrático resultante de Abril. E, por isso mesmo, a exemplo de outras transformações democráticas, tem sido sujeito a uma ofensiva para lhe limitar o alcance e o amputar das características que lhe deram expressão ímpar no quadro das administrações locais europeias.
 
Com efeito, o Poder Local Democrático é singular no contexto europeu, porque desde a primeira hora se assumiu como um instrumento das populações para a melhoria das suas condições de vida e um espaço de envolvimento, mobilização e participação populares nunca antes experimentado
 
Assinala-se no corrente ano, 30 anos do Poder Local Democrático. Ao longo deste ano, a Associação Nacional dos Municípios Portugueses promove um conjunto de iniciativas tendentes a assinalar tão importante data.
 
O Grupo Municipal da CDU na Assembleia Municipal do Cadaval tem a honra de propor:
 
1. A realização de um debate denominado “ 30 anos de Poder Local Democrático”, convidando para o efeito representantes dos Partidos Políticos representados na Assembleia Municipal.
 
2. A realização de uma conferência sobre o poder Local no Cadaval, a realizar em 13 de Janeiro de 2007, convidando para intervir os anteriores presidentes da Câmara Municipal do Cadaval e para assistir todos os autarcas que já exerceram funções no Concelho.
 
Tais iniciativas devem ser dinamizadas pela Comissão de Representantes dos Grupos Municipais em articulação com um represente do Executivo Camarário.
 
 
Cadaval, 8 de Setembro de 2006 


publicado por Ricardo Miguel às 21:51 | link do post | comentar | favorito

 

 

 

 
RECOMENDAÇÃO
 
 
Considerando que:
 
- Em sessão ordinária da Assembleia Municipal em Junho de 2001 foi aprovado o regulamento do Conselho Municipal de Segurança, em resultado do trabalho desenvolvido por uma comissão criada para o efeito;
 
- No preâmbulo do referido regulamento podia ler-se “ O Presidente da câmara deve convocar os membros do Conselho Municipal de Segurança”;
 
- Até ao presente momento, não tomaram os sucessivos Executivos as medidas necessárias para colocar em funcionamento o referido conselho;
 
- Se mantêm válidos os objectivos da criação deste Conselho, bem como a legislação que levou à sua criação; 
 
A Assembleia Municipal do Cadaval, reunida na sua sessão ordinária de Setembro, recomenda ao Sr. Presidente da Câmara Municipal do Cadaval que, no âmbito das suas competências, convoque a primeira reunião do Conselho Municipal de Segurança na qual, de acordo com o regulamento aprovado, deve proceder à rectificação do regulamento de modo a ser aprovado, em versão definitiva, na próxima sessão ordinária da Assembleia Municipal.
 
 
Cadaval, 15 de Julho de 2006 
 
 
 
 
 


publicado por Ricardo Miguel às 21:42 | link do post | comentar | favorito

A 10 meses das autárquicas 2009, aqui é aberto um espaço que assume um objectivo: ajudar a fazer do Cadaval um Concelho a Sério. Procura-se contribuir para a consciencialização dos problemas e a partir da sua denúncia, buscar uma alternativa.
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